em todo vendaval de palavras que saem de mim
sussurros inigualáveis diante da madrugada escura
a cabeça pesada e quente esperando o dia amanhecer
os dedos se mexendo por agonia
da ansiedade da vida
da ânsia de ontem e do medo de hoje
o desejo de amanhã conturbado com o segredo
será que sou capaz de viver mais um dia?
lidando com o destino das coisas e me perdendo na resposta de cada uma delas
a ausência de fôlego de cada fim de pensamento
o conselho mal dado das minhas lágrimas
as escolhas que me corroem e me tornam em lástima
a pobreza do meu peito em amar mais de um milhão de juramentos
e eu
e o amor que não uno por mim
o trago fica só pra fumaça
e me abstenho em paz
as vozes abaixam
e me acalento no pranto
sem pressa
sem pressa
sem pressa.
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