eu sempre tento me entender como criança, tenho voltado no tempo e questionado se eu do passado estaria contente comigo do presente. e sempre me balanceio com a resposta e as curvas que um único pensamento me leva. é sempre não, não, não e não. e então qual meu destino? qual meu propósito? 'não sei', diz ela. o que eu posso fazer agora? a vida adulta não me permite mais me trancar num quarto escuro, sendo que eu sempre fui mestre nisso. essa quebra, esse ciclo sendo fechado e trancado a sete chaves me faz perceber o quanto eu cresci. querido leitor, quantas vezes você quis jogar tudo pro alto? mas esse pensamento só durava 2 segundos pois era o tempo certo de cair na real e perceber o tanto de coisa que tem que pagar? essa vida não me deixa parar, não existe pausa pra tomar um copo d'água e engolir um s.o.s. e a vida é isso. e eu me frustrei, sabe? não pude evitar a tristeza. e eu não corro mais dela. mas decorei o caminho que a vida faz, vou pela sombra junto com ela e quando percebo estou no automático. eu sinto saudade do tempo que se foi. mas saudade não basta, e nunca bastou. isso aqui é uma lástima, é alguém entendendo que as coisas não voltam mais e criando a coragem para viver. eu sei que sou corajosa. eu sei que estou melhorando. às vezes só não parece tanto, sabe?
eu estou achando que o "às vezes" não existe.
a coragem se faz viva porque o medo é grande.
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